agosto 29, 2010

Capítulo III - Funeral

O velório de Anna foi bastante discreto. Ela estava cadavericamente linda no caixão de madeira negra como a noite, como a morte. Sua tez branca como a neve transmitia uma serenidade incomun. Era como se estivesse sorrindo aos que vinham prestar-lhe a última homenagem.

Joe estava sentado no primeiro banco, bem próximo ao caixão, quando Sam sentou-se ao seu lado, com uma expressão triste. “Sinto muito por sua perda Joe”, dizia com os olhos tristes.

Já no cemitério municipal, poucom momentos antes de baixarem o caixão à sepultura, Joe nota a aproximação de um sedan preto. O carro para a alguma distância e dele saem dois homens. Um deles, o motorista, era Fredo. O outro era Toni. Joe quase não acreditou no que via. “Canalha... Como tem coragem de aparecer por aqui? Como pôde vir ao funeral de Anna, após tê-la matado cruelmente?” pensou ele.

O FourLeaf havia se tornado uma segunda casa para Joe, após a morte de Anna. Sam permitira que ficasse ali o tempo que achasse necessário. Durante o dia, eram apenas dois amigos, mas durante a noite, tornavam-se como pai e filho, tornavam-se cúmplices enquanto Joe arquitetava sua vingança.

Sem motivos para voltar para casa, passou algumas semanas vagando solitário pela noite gélida. Parou na esquina onde houvera a briga, lembrando-se dos dentes do italiano sendo cuspidos, com um esguicho de sangue e saliva. Um sorriso de satisfação macabra surgiu no canto da boca, mas logo desapareceu.
Anna estava parada á sua frente.
Vingança, querido. Eu quero vingança. Mate aquele desgraçado. Faça com que ele sofra, como eu sofri, dizia ela.

Não podia acreditar no que estava vendo e ouvindo. Ela havia sido enterrada havia duas semanas e agora estava ali, diante dele, falando... suplicando. Elfregou os olhos duas vezes e olhou novamente. Ela sumira.

-    Tenho o plano perfeito para me vingar daquele bastardo – dizia ao velho O'Neil enquanto se sentava – Ele vai sofrer muito, vai desejar nunca ter matado minha Anna.

Conforme ia expondo seu plano ao velho, Joe podeia sentir sua vingança se concretizando e sua raiva se tornava algo doce, como uma fruta madura.

Podia sentir o pescoço do italiano sendo torcido por seus dedos magros, porém fortes, enquanto uma veia saltava em sua têmporae seu rosto assumia um tom vermelho sangue.




Novamente saúdo-vos, leitores e colaboradores deste blog. Venho desta vez agradecer pelas visitas e pedir que continuem comentando.
Sem mais delongas, despeço-me. Até breve!

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agosto 20, 2010

Capítulo II - Anna

As madrugadas frias pareciam não ter mais fim para Joe e os outros, enquanto esperavam os malditos italianos que, desde a briga, estavam meio apreensivos. Após uma longa conversa com o velho Sam O'Neil no FourLeaf Clubber, o jovem vai para casa, para reencontrar sua esposa Anna.

Durante a caminhada, Joe lembrou-se de como havia conhecido-a: Ele estava sentado na mesa do fundo, tomando seu café enquanto lia o obituário no jornal. Anna aproximou-se e sentou de frente para ele, que não percebera (ou fingira que não percebera) a moça.

-Por gentileza, que horas são? - perguntou-lhe ela.
-Oito e quarenta e cinco – respondeu Joe, sem olhar para sua desconhecida companheira de mesa.

Anna balbuciou alguma coisa ininteligível e Joe levantou o olhar, tentando compreender o que ela tentou dizer. Naquele momento, ele viu a bela figura loura de tez branca, como ele jamais havia visto. Os olhos verdes de Anna pareciam sorrir enquanto olhavam para ele.Percebendo que chegara em casa, Joe abandona as lembranças com um sorriso tímido e prepara-se para abrir a porta, que percebe estar entreaberta.

Cauteloso, ele entra e percebe a quietude do ambiente e a atmosfera pesada. Ele sabia que algo havia acontecido. Ao subir para o quarto, no segundo andar, depara-se com o corpo sem vida de Anna, imerso um uma grande poça de sangue sobre a cama.Embora não houvesse nada que pudesse provar de imediato, sabia que os responsáveis haviam sido os italianos, comandados por Benini, e Joe não deixaria eles se safarem assim. Haveria vingança!

Após os legistas e a polícia irem embora, Joe dirigiu-se ao FourLeaf e se sentou à mesa do fundo. A mesma em que estava quando conhecera Anna. Embora passasse de três e meia da madrugada, o bar estava cheio de pessoas bebendo alegremente, e o cheiro dos cigarros preenchia o ambiente.

Assim que o viu, o velho Sam se aproximou e sentou na cadeira vazia à frente do jovem. Logo que se sentou, pôde ver o ódio nos olhos vermelhos e cheios de lágrimas de Joe.

-O que houve filho – perguntou o velho.
-Anna... - sua voz era baixa e raivosa – Aqueles bastardos a mataram. Agora, todos eles vão pagar por isso! TODOS!

Assim que acabou de falar, Sam mandou trazer uma garrafa do melhor uísque que havia no bar. Era como se desse as condolências a Joe ao entregar-lhe a garrafa. Após algumas horas, Joe estava completamente bêbado, dormindo sobre a mesa.

Ao amanhecer, perguntou onde estava o velho Sam. Precisava falar com ele. Precisava formular sua vingança. Queria vingar-se. Queria que Anna pudesse estar viva em seus braços, mas não estava graças ao maldito Marco Benini, aquele bastardo maldito. Agora ele pagaria por ter matado a mulher que Joe mais amava no mundo. Pagaria, não importava o tempo que demoraria, mas Marco pagaria com a própria vida.

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agosto 16, 2010

Capítulo I - O Início

- Não se preocupe tudo vai se ajeitar... Tudo vai dar certo! - foram as últimas palavras dela antes de entrar em casa, abrigando-se do vento frio que parecia cortar-lhe a face. Assim, ele deixa-a e também vai para casa, não antes de passar no FourLeaf Clubber, o pub irlandês a alguns quarteirões. O relógio anunciava 23:30, e a noite estava só começando.

Logo que entrou, Joe sentiu o cheiro forte e marcante de charutos recém apagados. Na mesa do fundo estava sentado um homem baixo e atarracado, com uma cabeça avermelhada e semi-calva. O homem era Sam O'Neil, chefe da área que compreendia todos os quarteirões num raio de um quilometro: o bairro irlandês.

O que Joe queria, era propor um acordo ao velho Sam. Um acordo que salvaria a vida de Joe e asseguraria o poder de Sam naquela área. Os italianos são pessoas perigosas e Joe descobrira isso da pior maneira. Ele os provocara de uma forma perigosamente impensada... Havia ferido o orgulho de Marco Benini, o braço direito do chefe da máfia italiana: Antonio diMarco. E agora era um alvo.

Após passar pelos guarda-costas que mais pareciam dois armários, Joe recebeu um aceno para sentar-se à mesa, enquanto Sam jantava. Alguns segundos se passaram enquanto era examinado pelo velho Sam que mastigava lentamente um pedaço de carne.

- O que exatamente você tem a me propor, Joe?
- Quero propor um acordo, Sam. Eu andei me metendo com os italianos e preciso de sua ajuda. Não sei o que vai acontecer comigo quando me pegarem.
- "Se" te pegarem Joe. Eu e seu pai éramos como irmãos, sabia? Maldito seja o dia em que ele foi morto por aqueles italianos de merda... Está certo Joe, mas o que você me oferece?
- Te ofereço minha lealdade e gratidão, Sam.

Assim, o jovem irlandês de cabelos escuros teve sua proposta aceita pelo velho Sam O'Neil. Durante a semana que se seguiu, tudo estava calmo. Assustadoramente calmo. Algo estava para acontecer, e Joe e Sam sabiam disso. Sabiam que os italianos não deixariam barato...

Na quarta feira, por volta das 22:00, Joe estava saindo de casa, com destino ao FourLeaf quando foi parado por um homem perguntando as horas. Joe notou que havia alguma coisa estranha no sotaque dele. Era sotaque italiano. Um maldito italiano tinha ido pegá-lo. Logo surgiram mais quatro deles, saltando de um carro com pequenos porretes. Por precaução, o velho Sam havia designado alguns de seus melhores homens para fazer a guarda de Joe.

Três irlandeses saíram das sombras com enormes tacos de basebol na mão. Um deles entregou um dos tacos a Joe. Houve então uma briga que mais parecia uma batalha viking. Ben, um irlandês de quase dois metros atingiu um dos italianos com um golpe no queixo, que o fez cuspir três dentes.

Alguns minutos mais tarde, Joe, Ben e os outros dois irlandeses estavam no pub do velho Sam, lavando suas caras doloridas e cheias de hematomas e sangue causados pela pequena batalha travada à apenas algumas quadras do pub.
 
 
 
Saúdo-vos, colaboradores, leitores e seguidores deste blog. Sei que devem estar meio decepcionados com a falta de regularidade nas postagens, mas isso não vai acontecer mais, eu prometo.
Acima, o primeiro capítulo do que parece ser meu pseudo-livro. Por enquanto trata-se de um mega-conto que, num futuro não tão distante, poderá ser publicado como livro.
Assim, despeço-me de vós e peço que visitem o Metal Contra as Nuvens.

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agosto 14, 2010

Google lança Chrome To Phone

Desenvolvido pelo engenheiro da google Dave Burke, o Chrome To Phone é uma extensão do navegador da google para smartphones que utilizam o sistema operacional Android.
A idéia é transferir site do Chrome para o smartphone e tem um funcionamento bastante simples, basta clicar no ícone 'móbile' do navegador que as informações são transferidas automaticamente para o smartphone.
O unico porém é que por enquanto só é possivel transferir 'para' o Smartphone e nao 'do' smatphone, mas o Chrome To Phone ainda é uma extrensão a ser densenvolvida. Entre os planos para o futuro está o desejo de que o Chrome To Phone funcione também no IPhone.

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My Apologize and a Great Song

Humildemente saúdo àqueles que visitam este blog...

Antes de mais nada, gostaria de pedir sinceras desculpas por demorar para postar, mas estou escrevendo muito e espero ter tempo para postar novamente...

Sei que não é muito legal ficar só postando vídeos, mas não consigo pensar em nada inteligente o suficiente para postar. Aproveitando meu estado emocional meio conturbado, posto-lhes uma grande musica que já me fez pensar muito...


Boys Don't Cry
The Cure

Eu diria que estou arrependido
Se achasse que isto faria você mudar de idéia
Mas eu sei que desta vez
Eu falei demais, fui indelicado demais

Eu tento rir disso tudo
Cobrindo com mentiras
Eu tento rir disso tudo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram
Garotos não choram

Eu me desmancharia aos seus pés
Mendigaria seu perdão, imploraria a você
Mas eu sei que é tarde demais
E agora não há nada que eu possa fazer

Por isso eu tento rir disso tudo
Cobrindo com mentiras
Eu tento rir disso tudo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram

Eu diria a você que te amava
Se achasse que você ficaria
Mas eu sei que é inútil
E você foi embora

Julguei mal o seu limite
Fiz você ir longe demais
Te subestimei, não te dei valor
Pensei que você precisasse mais de mim

Agora eu faria qualquer coisa
Para ter você de volta ao meu lado
Mas eu só fico rindo
Escondendo as lágrimas em meus olhos
Pois garotos não choram garotos
Garotos não choram
Garotos não choram

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